Imagem capa - Fotografia | O que vivi e aprendi nesses 12 anos de profissão por Julie Campanholi
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Fotografia | O que vivi e aprendi nesses 12 anos de profissão

A importância de honrar a nossa história sempre foi muito clara para mim. Hoje, conto 12 anos que fiz meu primeiro trabalho como fotógrafa profissional. Mas teve muita história antes desse dia, e eu quero dividir com vocês…

Meus pais contam que, ainda muito pequena, eu tinha grande curiosidade pelos álbuns de fotografias da família e também pelas câmeras da casa – que eu acabava quebrando de tanto fuçar e tentar aprender mais sobre a mágica de congelar momentos.

No natal de 2002 ganhei minha primeira máquina fotográfica. Era da Barbie, de filme, e carregava em si um mar de possibilidades para essa criança. 

Alguns anos depois meus pais compraram nossa primeira câmera digital e então comecei a treinar minha criatividade fazendo montagens e edição das fotos no computador. Meu interesse pela fotografia durante a adolescência só cresceu e, então, decidi fazer bacharel em Fotografia.

Minha madrinha (fada madrinha, também posso dizer assim) meu deu de presente minha primeira câmera semiprofissional analógica. Eu me apaixonei, me vi vivendo essa atividade como profissão e então, 2 meses depois, comprei minha primeira semiprofissional digital: uma Canon 40D  28-135. Tenho ela na estante até hoje, que me faz lembrar todos os dias do porque que faço isso todos os dias!

Nesse turbilhão de descobertas e sentimentos, fiz meu primeiro trabalho profissional. Fotografei o noivado da minha irmã, no dia 30 de março de 2008.

Depois disso, a vida foi guiando meu trabalho. Amigas e familiares foram me contratando, me indicando, até que alguns meses depois comecei a receber pedidos de orçamento de pessoas que não eram exatamente do meu circulo de amizades, e foi daí que tudo começou mesmo.


A fotografia lifestyle

 

Quando comecei estudar fotografia, acreditava que iria me especializar na fotografia de shows. Foquei nisso por pouco tempo pois, depois de fotografar o noivado da minha irmã, muitos eventos de família surgiram e eu fui mergulhando nesse universo.

Ainda durante a faculdade, surgiu uma vaga de estágio para trabalhar com a Isabel Asckar, da Vida em Foco. A Isabel trabalhava com fotografia intimista, e foi ali meu primeiro contato com o estilo de fotografia lifestyle de família. Fiquei apaixonada por saber que poderia proporcionar às crianças registros como os que eu tinha da minha infância, de forma bem descontraída e contando histórias.

Depois dessa experiência, fiz muitos cursos, workshops e participei de eventos para me especializar em lifestyle de família. Aliás, é um estudo que nunca termina. Todo ano aprendo mais e mais para proporcionar o melhor para meus clientes.





12 anos de fotografia  


É muito gratificante olhar para trás e ver que comecei tão cedo, com tantas incertezas e medos, mas que cheguei aqui sem desistir.

Nessa jornada aprendi que o trabalho artístico nem sempre tem seu valor. Que ser empreendedora exige mais garra e coragem. Que fotografar vai muito além do clique.

Ouvi muito “além de fotografar você faz o que?” ou ainda, “mas como você ganha a vida?”.

Mas também conheci pessoas incríveis durante esse caminho, que me ensinaram muito, me apoiaram, me inspiraram. Empresas que existem com o único objetivo de ajudar o fotógrafo a crescer. E o fazem mesmo!

Mas o mais forte de tudo é a relação que criamos com nossos clientes. O profissional da fotografia tem uma missão muito importante na vida de todos, que é de proporcionar lembranças.

Hoje, 31 de março de 2020, metade do planeta está em isolamento social ou quarentena por conta da pandemia do Corona Vírus. Pais sem ver filhos. Filhos sem ver pais. Avós sem ver netos. Qual o valor da fotografia nesse momento? Será através dela que iremos matar um pouquinho da saudade neste período de ausência.

O que tenho a dizer, por fim, é gratidão.

Obrigada, clientes.

Obrigada, família.

Obrigada, amigos.

Obrigada, colegas de profissão.

Obrigada, empresas que me apoiam.