Imagem capa - Hoje é dia da fotografia | como é ser fotógrafo?  por Julie Campanholi
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Hoje é dia da fotografia | como é ser fotógrafo?


Começar um novo ano é sempre animador e trás muita esperança. E começar com uma data assim ainda, me deixa ainda mais feliz. Hoje, dia 8 de janeiro, é comemorado o Dia Nacional da Fotografia e do Fotógrafo. Pra mim, dia de reflexão interna e gratidão eterna! 

Eu já falei mil vezes aqui do quanto que eu amo ser fotógrafa e poder fazer parte da história de tantas famílias, não é? Já falei também sobre como amo e me apego a cada cliente e a cada história que conto através das lentes. 

Hoje quero contar para vocês como são os bastidores, o dia a dia dessa atividade (claro que falando com ênfase na minha experiência e meu dia a dia). 

Você tinha curiosidade de saber como é o dia a dia de um fotógrafo? Então vem comigo!


A responsabilidade

Eu sei que toda profissão carrega sua missão no mundo e sua responsabilidade nos ombros. Mas poucas pessoas tem noção do tamanho da responsabilidade que um fotógrafo sente quando está com a câmera nas mãos. 

Não é só chegar lá, sair clicando e pronto. O nosso trabalho é congelar momentos que nunca mais voltarão. E se o clique não sair perfeito? E se sair tremido ou sem foco? E se a iluminação estiver ruim? E se a principal pessoa da foto sair de olhos fechados?

Esse momento nunca mais se repetirá exatamente do mesmo jeito e, por isso, cada clique carrega uma responsabilidade enorme em capturar aquele momento como ele realmente é. 


A rotina

Se rotina significa “o que fazemos repetidamente” e itinerário de hábitos, então não existe (risos). Não existe um horário fixo de trabalho, então todo o resto fica flexível também. 

Posso ter na mesma semana um ensaio de família pela manhã, uma festa pela tarde, outro evento pela noite que pode se estender à madrugada se for numa região mais afastada de onde moro. 

Posso trocar dia pela noite, definir dias para trabalho e outros para coisas pessoais ou mesmo misturar tudo e ir resolvendo uma coisa por vez, indiferente se é para mim, para a empresa ou para a família. 

E  tá tudo bem! 

É uma delícia poder organizar a agenda de acordo com seus compromissos pessoais, e vice versa. É bom poder trabalhar no seu maior pique, mesmo que ele aconteça de madrugada. 

Resumindo, o que tem mesmo de rotina no nosso dia a dia é: café, trânsito, madrugadas viradas, backup (muito backup!), tratamento, criação de álbuns, montagem da caixinha de entrega do pendrive, laços (muitos laços!).


As peripécias 

Você já me viu trabalhando? Então sabe que ando com várias coisas penduradas nos ombros. Todo fotógrafo peca pelo excesso, pois não existe perdão para uma bateria perdida ou descarregada, um cartão lotado, um flash pifado, uma lente enroscada. Então o jeito é carregar metade nos ombros e metade deixar no carro só por segurança. 

São Pedro também costuma ser um aliado (ou não) para quem fotografa ao ar livre, como muitas vezes faço. Ensaios ou mesmo aniversários diurnos, que podem ser surpreendidos com aquela nuvem cinza, ou até chuva, e o fotógrafo precisa ficar no corre corre para colocar flash e proteger os equipamentos. 


As graças

É incrível ter uma profissão em que sua missão é contar a história de outras pessoas. Cada família que acompanho acaba fazendo parte da minha história também, e isso é gratificante demais. Ver nos olhos dos clientes a confiança de que você vai fazer os melhores registros, e que anos depois eles poderão folhear um álbum e reviver aquele momento… não tem preço. 

Hoje é o dia da profissão que me escolheu, e que faz de mim uma pessoa mais feliz. Obrigada a todos os clientes, amigos e família por todo apoio, confiança, entrega, carinho e gratidão. Sem vocês, nada disso seria possível.